3/5/2026
Regressão Automatizada: o que considerar antes de partir para essa estratégia


Júlio Viegas
Co-founder
8/5/2026
Parece que as marcas finalmente descobriram a importância de criar aplicativos que proporcionem uma excelente experiência para o usuário — mas não são todas as empresas que acertam.
Mesmo que alguns conceitos de experiência de usuário (UX, na sigla em inglês) para web sejam aproveitados no desenvolvimento de aplicações mobile, é fundamental conhecer boas práticas próprias do design de aplicativos. Estes princípios de UX para apps móveis, quando aplicados, resultam em melhores projetos e em mais engajamento.
Com tantos aplicativos disponíveis, lançar uma ferramenta boa não basta para a construção de marca ou conversão: é preciso criar um app bem feito. Para se ter uma ideia, o índice de esquecimento de aplicativos (chamado de app-nésia) é gigante: segundo uma pesquisa do Google, um em cada cinco apps instalados é esquecido pelos usuários do Reino Unido (nas categorias compras, restaurantes, delivery e viagens).
Já mostrei aqui alguns dados adicionais sobre a retenção de aplicativos de várias categorias. Spoiler: o resultado não é muito bom. Como, então, aperfeiçoar a experiência do usuário, evitar o esquecimento da sua aplicação e ainda estimular a conversão?
Abaixo, separamos 7 princípios de UX para apps móveis, sendo alguns deles recomendados pelo Google.
Se for possível, elimine todos os obstáculos de utilização e adesão que sua aplicação possa ter. Uma das maneiras de conseguir isso é testando o app em um dispositivo móvel. Não dá para confiar na tela do computador. Leve em conta tamanho dos textos, contraste, tamanho dos botões, etc. Para testar e fazer as correções necessárias, você pode utilizar ferramentas como o LiveView (iOS) ou o Android Design Preview.

É preciso pensar nas funcionalidades da tela inicial que levem os usuários a completar tarefas prioritárias facilmente e completar sua jornada de acordo com suas expectativas. Isso inclui uma navegação fluida e consistente por todo o aplicativo. Na configuração padrão, o conteúdo secundário deve estar escondido, mas disponível através de cliques e deslizes.

Esse aplicativo da Netflix dispensa comentários. Além de a tela inicial mostrar um programa que você estava assistindo anteriormente e possibilitar o retorno com um toque na tela, ainda há listas de filmes, documentários recomendados de acordo com a experiência e uso do usuário.
Sabe aquele aplicativo difícil de usar? Ou que tem uma página enorme de instruções de como ser utilizado? Você provavelmente não vai querer que os usuários tenham essa impressão do seu. Por isso, vá com calma e desenvolva algo que seja facilmente compreendido, sem abusar no número de explicações.
Outro esforço desnecessário é a necessidade de login toda vez que o usuário fecha o aplicativo. Essa permissão de se manter logado por bastante tempo elimina o esforço de login manual e erros. Para completar, você troca a conveniência e personalização por dados relativos ao comportamento e histórico do usuário.

Este aplicativo da LATAM Airlines saúda o usuário pelo nome. O legal é que, assim que você faz o login uma primeira vez, ele passa a guardar um histórico dos seus voos.
O usuário deve encontrar rapidamente o que está buscando. Sejam produtos, serviços ou ferramentas, você deve concentrar esforços para facilitar a continuidade da jornada de transação, mesmo que ela passe por vários dispositivos.

Com apenas alguns cliques o usuário pode alugar uma casa no Airbnb
Uma boa ferramenta de busca ajuda o usuário a encontrar o que busca de maneira rápida e fácil, de modo que o índice de conversão aumente. Alguns estudos do Google provam que a conversão em aplicativos com possibilidade de busca tem um nível de conversão muito mais alto do que sem busca.

Novamente, o aplicativo do Airbnb oferece uma ferramenta de busca fácil de entender, ainda que bem completa.
Uma dica aqui é agradar os olhos do usuário, sem distraí-lo. Em aplicativos mobile o conteúdo também é rei e por isso toda a importância deve ser focada no conteúdo que o usuário busca. O que está em volta pode se tornar uma distração, e por isso o cuidado deve ser redobrado.
Uma forma de saber como o usuário pensa e utilizaria o aplicativo é fazendo testes de experiência. Assim, você consegue otimizar a experiência e adequar seu app ao comportamento mais comum e esperado das pessoas que o utilizarem.

Mesmo com muitas informações a serem repassadas para o usuário nesta tela, o Airbnb conseguiu novamente não deixar o usuário confuso e otimizar a experiência do usuário
Lembre que aplicativos mobile têm uma grande diferença de aplicações para desktop: o usuário pode usar o app enquanto está caminhando, no trânsito, com sol na tela ou em um local barulhento. Mesmo que estas circunstâncias sejam variáveis, podem se tornar uma vantagem para o seu aplicativo se você souber utilizá-las ao seu favor.

Um bom exemplo é o Duolingo, aplicativo para aprendizagem de idiomas. Quando o usuário não puder falar, existe uma opção para fazer o exercício de pronúncia mais tarde. Isso significa que se você utiliza o aplicativo em um local público, como o metrô, não será interrompido nem prejudicado porque há pessoas em volta.
Os princípios de UX para apps móveis não se limitam a apenas sete. Há muitas falhas ao criar uma aplicação que podem ser corrigidas facilmente e de forma gradual seguindo preceitos de UX. O importante é detectar erros e incorporar boas práticas no dia a dia de trabalho. Por isso, testar interfaces é um processo fundamental antes de lançar uma aplicação.
Outra dica é refletir sobre a interface. Muitas vezes, você perde ao personalizar um elemento que já é bem conhecido dos usuários de um determinado sistema operacional. Outras vezes, em vez de explicar o funcionamento de alguma função com ajuda visual, é melhor resolver a dificuldade de outra forma.
Seja qual for a decisão tomada, questionar constantemente cada elemento adicionado ao processo de design vai diminuir a quantidade de erros e contribuir para uma interface mais robusta, coerente e consistente.
Quais princípios de UX para apps móveis você utiliza? Qual é o mais relevante? Comente!

Júlio Viegas
Co-founder
Cofundador da Sofist. Empreendedor há mais 10 anos na área de software, formado em Ciência da Computação pela Unicamp.
Aspecto
Outsourcing
tradicional
Crowd-testing
One Day Testing
Contratação ágil, execução e entrega de resultados
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Preserva a confidencialidade dos seus dados e software
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Teste as habilidades da equipe
Ótimo
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Controle sobre a execução do teste
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Comunicação entre o cliente e a equipe de teste
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Elasticidade para lidar com oscilações de demandas de testes
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