3/5/2026
Regressão Automatizada: o que considerar antes de partir para essa estratégia


Bruno Abreu
Co-founder e CTO
8/5/2026
Aqui no blog, não faltam dicas para otimizar o seu aplicativo, investir nele corretamente e evitar alguns erros comuns na hora do desenvolvimento. Acima de tudo isso, é importante considerar como o Google Play e a App Store funcionam, entendendo as regras de cada loja de aplicativos e adaptando o seu app para cada situação.É bem comum que lojas ou serviços se utilizem de templates prontos ou ferramentas automatizadas de criação de aplicativos para construir os seus apps, porém, essa é uma tática proibida pela App Store.Essa é uma regra que foi aplicada pela Apple mais rigorosamente em agosto de 2017, e diversas ferramentas que geravam apps automaticamente criaram uma petição contra a decisão da Apple. Para elas, a regra coloca pequenas empresas e negócios em desvantagem, por não conseguirem pagar por um desenvolvedor ou contratar funcionários para trabalhar dedicadamente a um aplicativo.Por outro lado, normalmente, aplicativos gerados automaticamente não têm a mesma qualidade de um app feito "do zero" por um desenvolvedor, e podem proporcionar pior experiência de usuário.
Em uma atualização nas diretrizes da App Store no final de dezembro de 2017, a Apple decidiu afrouxar um pouco essas regras. Agora, aplicativos gerados ou criados a partir de um template podem fazer parte da App Store, desde que sejam publicados na loja diretamente pela provedora do conteúdo do aplicativo.Ou seja, a própria empresa que cuida do conteúdo do app é quem deve publicá-lo. Normalmente, pequenos negócios, restaurantes e sites de notícia produzem seu próprio conteúdo, então são elas que devem torná-lo disponível na loja. Não é permitido que outras empresas de template, ainda que tenham desenvolvido o app, publiquem-o na App Store.

A medida, como informa o TechCrunch, exige um processo mais ativo da marca que produz o conteúdo do aplicativo. Já que ela mesma vai publicá-lo, precisa estar ciente da documentação e das diretrizes da App Store. Afinal, é o nome da sua empresa que vai estar abaixo do app.Além disso, o 9to5Mac aponta que também é uma tática da Apple para que mais empresas paguem a taxa anual de US$ 99 que cada desenvolvedor desembolsa para manter o seu aplicativo na App Store.Nas novas regras, a Apple também especifica:
Uma outra opção aceitável para provedores de templates é criar um aplicativo para hospedar todos os conteúdos dos clientes em um modelo agregado, por exemplo, um app que procura restaurantes com páginas customizadas para cada restaurante cliente, ou um app de eventos com abas separadas para cada empresa cliente.
Além dessa atualização, as novas regras da App Store incluem:
Ainda que as regras para "aplicativos prontos" agora sejam mais leves, é bom tomar cuidado: pequenos negócios, restaurantes e produtoras de conteúdo ainda precisarão criar uma conta de desenvolvedor, pagar anuidade de US$ 99 e ter certeza de que estão cumprindo todas as regras da App Store.Continua, de fato, trabalhoso publicar um aplicativo na App Store, ainda mais se você considerar que é essencial ter uma boa experiência de usuário e nem sempre ferramentas prontas conseguem assegurar a qualidade de um app.Uma análise do Business Insider aponta que a decisão é positiva para aplicativos "originais", feitos especialmente por desenvolvedores de iOS, que devem "ser encontrados mais facilmente na App Store por conta da limpeza de apps não apropriados, o que também deve tornar mais fácil o marketing e a monetização do app". Pode ser uma boa hora para investir em desenvolvimento e estar entre os melhores aplicativos.

Outra alternativa sugerida pelo Business Insider é continuar recorrendo a redes sociais ou optar por aplicativos de mensagem, como WhatsApp, Messenger, Telegram, WeChat e outros, que oferecem uma boa plataforma para divulgar conteúdo ou oferecer informações sobre uma marca. O Messenger para empresas traz boa conversão e ferramentas como chatbots, que aumentam o faturamento de lojas, entregam notícias e respondem as perguntas básicas de consumidores.Vale lembrar que o Messenger tem 1,3 bilhão de usuários ativos, ao lado do WhatsApp, que também começou a se preocupar em oferecer um canal de comunicação entre empresas e clientes, com direito a selo de verificação.
Como meu sócio Júlio já apontou, é de se avaliar se realmente é necessário criar um aplicativo para o seu negócio, uma vez que o investimento pode não se converter em retenção do app pelos consumidores. Em contrapartida, chatbots e aplicativos de mensagem podem, sim, ser uma boa alternativa dependendo do que você precisa.Além disso, progressive web apps também conseguem se colocar como meio-termo. Porém, se você realmente precisar de um aplicativo, é melhor usar ferramentas nativas do iOS, já que aplicativos que as utilizam podem ser melhor vistos pelos usuários e pela própria App Store.Seja um aplicativo original ou feito por uma ferramenta de template, saiba que podemos testá-lo e verificar se está de acordo com as diretrizes da App Store, além de validar a experiência do usuário. Quer algumas dicas? Me mande um e-mail em bruno.abreu@sofist.com.br ou ligue em (19) 3291-5321.

Bruno Abreu
Co-founder e CTO
Bruno Abreu é CTO da Sofist e mestre em Ciência da Computação pela Unicamp. Palestrante experiente e autor, tem artigos publicados em Exame, IT Forum e The Shift. Apaixonado por liderança e operações, qualidade e testes de software, e cervejas artesanais. Pai de uma menina.
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