3/5/2026
Regressão Automatizada: o que considerar antes de partir para essa estratégia
Tenho certeza de que você já recebeu um escopo onde o cliente pediu para que o website funcione em múltiplos devices e múltiplas resoluções de tela, ou seja, solicitou um website responsivo.
Apesar de ser um termo utilizado com muita frequência, não existe clareza sobre o que de fato é responsivo e o porquê ele é importante. Esta confusão se agrava pois, a maioria dos conteúdos disponíveis na web abordam o tema do aspecto técnico. Este é um artigo para gestores entenderem com mais clareza o que é um website responsivo e quais são os impactos pros usuários.
O termo Responsive Web Design foi cunhado em 2010 por Ethan Marcotte, em um artigo de seu blogA List a Part, Em sua definição um site é considerado responsivo quando se adéqua às necessidades do usuário.
Para ilustrar esta adequação observe o exemplo da animação abaixo, nela o website se adéqua aos diversos devices e resoluções de tela. Observe em especial quando o website é exibido em celulares (mobile), perceba como os blocos de conteúdo são reorganizados na vertical.

]Na prática, o design responsivo é o design que responde ao contexto do usuário. Se o usuário acessar pelo celular, por exemplo, os blocos de conteúdo são reposicionados para facilitar a leitura e os botões e fontes ficam maiores para facilitar o clique, isso acontece para que usuário tenha a melhor experiência de uso possível.
"Mais buscas são realizadas em celulares do que em computadores. Isto já é realidade em 10 países, incluindo os Estados Unidos e o Japão." Jerry Dischler - VP Google Adwords
Em todo o mundo existe um crescimento acelerado no acesso a internet por celulares. Quase todas as comparações, sejam elas de penetração, tempo de uso e outros, demonstram que celulares vem ganhando terreno e começam a ultrapassar o desktop. Isto não é diferente no Brasil, uma pesquisa recente da Nielsen mostra que 68 milhões de brasileiros já acessam a internet pelo smartphone.
Na prática não ter um site responsivo que se adeque ao acesso mobile significa excluir uma grande parcela de seu público.
"72% dos usuários esperam que um website funcione no celular - 61% simplesmente sairão do site se ele não funcionar." Pesquisa do Google sobre comportamento mobile.
Considerando que o usuário realizará múltiplas visitas ao website, elas não serão realizadas em um único device. O usuário pode ter sua primeira visita em um desktop e retornar ao site em um celular.
Para o usuário as barreiras entre os devices simplesmente não existem, ele é exigente e espera que o site funcione e entregue valor em qualquer um dos devices que ele acessar, caso contrário haverá impactos negativos nos resultados do website. Um exemplo de como isto ocorre pode ser observado em uma pesquisa do Google onde 48% dos usuários se dizem frustrados quando acessam um website que não funciona no celular.
Além dos riscos de ignorar ou frustrar uma boa parcela de seu público, outro grande risco é de seu websiteperder relevância. Em Fevereiro deste ano o Google postou um artigo em seu blog apresentando mudanças em seu algoritmo que privilegiam os resultados de websites responsivos.
"Com o aumento de usuários acessando a internet pelo celular, nossos algoritimos precisam se adaptar a este padrão de uso. No passado, nós realizamos atualizações para garantir que os sites estivessem configurados corretamente e pudessem ser visualizados em devices modernos. Agora (com este update) facilitamos para os usuários a encontrarem páginas amigáveis a celulares..."Trecho do artigo em que o Google anuncia mudanças em seu algoritimo privilegiando websites responsivos.
Este é um movimento que deve ser repetido pelos demais players do mercado, na prática, se seu website não estiver preparado para atender aos usuários de celulares, ele vai perder a relevância e se perder nas últimas páginas do Google e demais indexadores.

Um dos fatos mais interessantes sobre o design responsivo é o de que ele é centrado no usuário, toda a tecnologia é construída de forma flexível para se adequar ao contexto do mesmo. Mas, infelizmente, muitos projetos ignoram esta premissa e o design responsivo é implementando de maneira superficial.
"Um design responsivo não se limita a mudanças de layout. É possível ir a fundo criando ajustes finos para que a página se adeque sozinha: podemos aumentar a área de links em telas pequenas, exibir ou não exibir elementos que melhorem a navegação, nós podemos inclusive mudar o tamanho das fontes e de títulos gradualmente, otimizando a experiência para a tela em questão."Ethan Marcotte no artigo que originou o termo Website responsivo.
A Sofist tem um teste específico de portabilidade e ao rodarmos centenas de testes percebemos que esta abordagem superficial é muito comum. Sentei com minha equipe de testers e levantamos três pontos importantes, que geralmente são ignorados no desenvolvimento de websites responsivos.
Ao abrir o website no celular e se certificar que ele está "bonito" muitos gestores assumem que está tudo correto, mas ignoram a experiência de navegação. Problemas de navegação são um dos problemas mais comuns que encontramos nos testes de portabilidade, entre os itens recorrentes estão:
Outro ponto que é muito ignorado ao se desenvolver sites responsivos é o seu carregamento. Muitos sites adequam o layout corretamente mas, não otimizam os recursos para conexões lentas. Fizemos um artigo específico sobre as etapas críticas para o sucesso de uma aplicação e esmiuçamos a etapa do carregamento, clique aqui para ler.
Entre os dois problemas mais recorrentes estão:
No final do dia o sucesso é medido se o usuário consegue ou não utilizar o website. A melhor maneira de garantir uma boa experiência é testar o seu website na maior quantidade possível de cenários diferentes. Durante o desenvolvimento e antes da entrega do projeto é necessário realizar uma bateria de testes considerando todos os cenários levantados no artigo.
Cada website tem suas características únicas e uma boa bateria de testes é essencial para enxergar e corrigir os problemas.

Júlio Viegas
Co-founder
Cofundador da Sofist. Empreendedor há mais 10 anos na área de software, formado em Ciência da Computação pela Unicamp.
Aspecto
Outsourcing
tradicional
Crowd-testing
One Day Testing
Contratação ágil, execução e entrega de resultados
Ruim
Médio
Ótimo
Preserva a confidencialidade dos seus dados e software
Ótimo
Ruim
Ótimo
Teste as habilidades da equipe
Ótimo
Imprevisível
Ótimo
Controle sobre a execução do teste
Ótimo
Ruim
Ótimo
Comunicação entre o cliente e a equipe de teste
Ótimo
Ruim
Ótimo
Elasticidade para lidar com oscilações de demandas de testes
Ruim
Ótimo
Ótimo
Custos de aquisição e manutenção
Ruim
Médio
Ótimo