3/5/2026
Regressão Automatizada: o que considerar antes de partir para essa estratégia


Bruno Abreu
Co-founder e CTO
8/5/2026
Você já baixou algum aplicativo no seu celular, usou apenas uma vez e depois nunca mais abriu? Isso pode ter sido consequência de uma primeira experiência negativa ou de uma interface que não te agradou. Talvez, nesse primeiro momento, não ficou claro para você qual o potencial do aplicativo e quais benefícios ele poderia te oferecer.O problema é que, como diz o ditado, a primeira impressão é a que fica. Os primeiros minutos do usuário em um aplicativo são capazes de definir se ele vai continuar usando ou se vai desinstalar logo.Para evitar isso, vamos falar sobre onboarding, um termo usado para definir como é feita a recepção do usuário, de maneira que ele entenda o que o aplicativo pode fazer por ele, quais recursos estão disponíveis e como usá-los. Geralmente, essa recepção é feita através da exibição de mensagens breves mostrando os recursos e orientando o usuário.
Geralmente, essa recepção é feita através da exibição de mensagens breves mostrando os recursos e orientando o usuário.
Além de mensagens como um texto introdutório, o onboarding também pode ser feito por meio de slides, de um vídeo de abertura, com dicas no decorrer do uso do app e até com um primeiro tour guiado, onde o aplicativo apresenta todas as possibilidades de interação no primeiro uso.A solução ideal depende do público-alvo do aplicativo. Às vezes, apenas capturas de tela com explicações das principais funcionalidades já funcionam, mas isso pode não ser suficiente. Vou mostrar alguns exemplos de ideias boas que podem ser usadas em onboardings:
Conquiste o seu público causando sensações e emoções durante as etapas do processo. A plataforma de envio de email marketing MailChimp usa esse conceito: antes do envio, a tensão da mãozinha peluda do macaquinho mascote do serviço suando antes de apertar um botão vermelho; depois do envio bem sucedido de e-mails, ele volta com um “high five” em comemoração.


Usar emoções positivas no seu processo de onboarding, oferecendo pequenas recompensas e comemorações por pequenas conquistas, faz com que seu usuário tenha uma sensação de sucesso em cada tarefa desde o primeiro uso. Acreditando que está no caminho certo, ele continua explorando e usando o aplicativo.Para isso, você pode fornecer dicas de uso do app de acordo com os passos que o usuário vai seguindo, como se o processo todo fosse um game. As mensagens também podem aparecer elogiando a conclusão de uma tarefa pela primeira vez.Usar a emoção está diretamente ligado a experiência do usuário: ela acontece efetivamente quando a navegação faz sentido e é facilmente compreendida, quando o design é atraente para o público-alvo e quando usar o aplicativo está sendo agradável a ponto o usuário não querer parar.Caso seu produto seja muito técnico, considere usar essas técnicas de motivação aliadas a tutoriais em todos os estágios da interação, para garantir o aprendizado progressivo dos seus usuários.
Outra maneira de receber bem um novo usuário é com exemplos e possibilidades de uso, como faz o Google. Nas primeiras telas de uso, aparecem mensagens curtas de boas vindas e logo exemplos dos principais recursos, apresentando os benefícios de uso e orientando a criação de lembretes, habilitação da função “soneca”, como agrupar mensagens e como fazer cards para organizar mensagens por lugar ou evento:

Com um texto curto, nunca mais de três linhas, o valor que o produto entrega para o dia a dia do usuário é apresentado, convencendo sobre a utilidade do app. Uma boa dica é incorporar ícones à sua descrição, facilitando a compreensão. Aproveite esse momento para destacar vantagens competitivas e diferenciais do seu aplicativo.
Um caso bem interessante de uso do onboarding é o do aplicativo Beats Music: ao logar pela primeira vez, o usuário se depara com um assistente de bordo que vai personalizando sua experiência com perguntas e respostas sobre o gosto musical. A impressão é de que a experiência é única, customizada para o usuário, que consequentemente se sente especial.

Essa lógica também é utilizada pela Netflix, onde você classifica pelo menos dez filmes antes que o aplicativo comece a te sugerir novos títulos para assistir. A sensação é de que o aplicativo é só seu, adequado aos seus gostos e preferências.Finalmente, lembre-se de incluir uma opção “ver depois” ou “entendi”, para que os usuários que tenham mais facilidade ou que já são familiarizados com seu aplicativo não tenham que passar pelo processo de onboarding outra vez desnecessariamente.
Apesar da intenção ao aplicar os conceitos de onboarding no seu aplicativo ser a melhor possível, tome cuidado com alguns detalhes:

Bruno Abreu
Co-founder e CTO
Bruno Abreu é CTO da Sofist e mestre em Ciência da Computação pela Unicamp. Palestrante experiente e autor, tem artigos publicados em Exame, IT Forum e The Shift. Apaixonado por liderança e operações, qualidade e testes de software, e cervejas artesanais. Pai de uma menina.
Aspecto
Outsourcing
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Preserva a confidencialidade dos seus dados e software
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