O valor subestimado da qualidade de software em números reais

Vitória Paliari

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Delivery Manager

Atualizado em:

8/5/2026

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Você já parou para pensar no custo da busca por eficiência em TI?  Ou, de forma ainda mais prática: quanto custa um único bug escapando para produção?

A verdade é que, por trás de cada incidente que chega ao usuário final, existe uma cadeia de retrabalho, desgaste operacional, perda de produtividade e, muitas vezes, impacto reputacional. Mas existe também o lado oposto dessa equação: a eficiência gerada quando a prevenção funciona.

Um levantamento original da Sofist, concluído em outubro de 2025, compilando dados desde o início do mesmo ano de projetos de Engenharia de Qualidade de Software em uma amostra de 25 clientes mostra que:

  • Em 2025, 2746 bugs foram encontrados antes de chegarem à produção - ou seja, interrupções, incidentes e correções emergenciais que simplesmente não aconteceram;
  • Foram economizadas 58.520 horas através de automação em 2025, ou seja, 5852 horas por mês, considerando 10 meses do ano, que deixaram de ser gastas com testes manuais repetitivos;
  • Foi alcançada uma média de cobertura de testes priorizados de 86% em 2025.

Considerando esses resultados, você acreditaria que as empresas envolvidas estão satisfeitas com o retorno sobre o investimento obtido através de qualidade de software?

Para responder a essa pergunta, é preciso pensar além da qualidade como uma simples caça aos bugs.

2746 motivos para investir em prevenção

2746 bugs evitados em produção não se trata apenas de uma métrica de qualidade, mas sim de proteger o negócio, garantir previsibilidade, acelerar entregas e criar um ciclo sustentável de evolução do produto.

Quanto mais tarde um bug é descoberto no ciclo de desenvolvimento de software, mais caro se torna a correção dele. Essa máxima não é de hoje: um estudo da IBM de 2010 diz que um defeito detectado em produção pode custar até 100 vezes mais caro do que se fosse encontrado na fase de design. Imagine o quanto essa escala aumentou ao longo dos últimos 15 anos, considerando a evolução da tecnologia e do aumento da complexidade no desenvolvimento de software.

O valor subestimado da qualidade de software

O Consortium for Information & Software Quality™ (CISQ™) mostra, em um estudo mais recente de 2022, que o impacto da má qualidade de software nos Estados Unidos atingiu US$ 2,41 trilhões em dezembro daquele ano.

Diante disso, fica evidente a proporção do impacto: se um único bug em produção já representa custo e risco, 2746 bugs interceptados antes de chegarem ao usuário final significam um ganho massivo, operacional, financeiro e estratégico, para as 25 empresas que alcançaram esse resultado.

O pilar da produtividade: automação e a economia de tempo

Economizar 58.520 horas com automação de testes em 10 meses é uma prova do valor da Engenharia de Qualidade. Não se trata apenas de tempo economizado, mas valor produtivo devolvido aos times.

A título de hipótese, análises de mercado como as do IT Forum em seu panorama salarial de 2025, posicionam o salário de um Desenvolvedor Full-Stack Sênior entre R$ 12.550 e R$ 20.600 mensais (sem considerar encargos). Projetando um custo conservador de R$ 78 por hora (considerando uma jornada mensal de 160 horas), imagine o retorno potencial proporcionado às empresas.

Mais do que o valor financeiro envolvido, essa economia de tempo representa algo ainda mais estratégico: menos horas de desenvolvedores presos a correções e mais recursos direcionados àquilo que realmente move o negócio e acelera o time-to-market de funcionalidades críticas que geram receita, retenção e diferenciação competitiva.

O percentual que indica o caminho da maturidade

Atingir (e manter) uma cobertura de testes de 86% não é para qualquer time. Esse indicador aponta para processos de Engenharia de Qualidade proativos em vez de reativos.

Ter esse percentual de cobertura demonstra que a maior parte dos cenários priorizados em um projeto de uma aplicação está protegida. Não por coincidência, isso se reflete nos números de bugs evitados em produção e economia de tempo. Fazendo uma analogia, essa cobertura seria o escudo que garante que 2746 bugs não vão ao ar e o motor que alimenta a automação e, consequentemente, a poupança de 58.520 horas.

É claro que a maturidade em qualidade se reflete em muitas nuances e critérios, mas o percentual de 86%, desde que alcançado de forma estratégica e priorizada, é um ótimo norte para que outras empresas tomem como referência para analisar sua realidade.

Como a sua empresa se compara a esse padrão de mercado?

Relembrando os dados levantados pela Sofist em 25 projetos em 2025:

  • Em 2025, 2746 bugs foram encontrados antes de chegarem em produção. Isso significa evitar um custo 100 vezes maior caso eles não fossem identificados precocemente;
  • Foram economizadas 58520 horas através de automação em 2025, ou seja, 5852 horas por mês, considerando 10 meses do ano;
  • Foi alcançada uma média de percentual de cobertura de testes de 86% em 2025.

Podemos traduzir esses dados em três grandes entregas de valor: proteção financeira, aumento de produtividade e maturidade técnica.

Por isso, a pergunta que fica é: como seu time pode atingir esse nível de excelência e obter esse ROI?

Comece utilizando os dados desse levantamento como um farol e passe a enxergar qualidade como um ativo de produtividade e geração de valor. Não apenas como custo.

valor subestimado da qualidade de software

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Vitória Paliari

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Criadora e mantenedora da área de Sucesso do Cliente e escritora de coração. Ama resolver problemas complexos e aprender sobre gestão de conflitos.

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