3/5/2026
Regressão Automatizada: o que considerar antes de partir para essa estratégia


Aline Silva
Analista de Qualidade
8/5/2026
Segundo o dicionário Michaelis, acessibilidade significa facilidade de acesso.
No contexto que trataremos nesse artigo (ou seja, acessibilidade na web) significa repensar o processo de desenvolvimento para garantir que pessoas com deficiência percebam, entendam, naveguem, interajam e contribuam para a web.
As pessoas que precisam de aplicações acessíveis são aquelas que possuem uma ou múltiplas deficiências, seja por condição de saúde ou alteração de habilidade (acidentes ou doença progressiva), deficientes auditivos, cognitivos, físicos, visuais, de discurso entre outros.
Segundo a Folha de São Paulo, em três dias de quarentena foi registrado um aumento de 40% do tráfego de internet no Brasil, indicando que as pessoas estão fazendo maior uso da web.
Considerando que, estima-se que no Brasil tenhamos 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, é inevitável pensarmos: será que elas estão conseguindo realizar suas atividades online de forma eficaz e independente?
Será que esse público tem conseguido, por exemplo, solicitar o Auxílio Emergencial pelo site ou até mesmo realizar compras via e-commerce (dado que houve um crescimento de 132,8% no varejo online brasileiro em maio de 2020 em comparação ao ano passado)?
O direito desse público de acessar a web de forma fácil e sem barreiras é assegurado por órgãos e leis como Lei Brasileira de Inclusão, e até mesmo penalidades podem ser aplicadas caso a navegação seja impedida.
Foi o que ocorreu com pizzaria Domino’s nos Estados Unidos: um deficiente visual acusou judicialmente a empresa por não criar uma plataforma acessível. O veredito a favor do usuário legitima a obrigação judicial para que a pizzaria repense o desenvolvimento de suas plataformas.
A organização W3.org, de acordo com a padronização da Word Wide Web, desenvolveu uma iniciativa de acessibilidade chamada WAI-Aria. Essa iniciativa possui um estatuto chamado W3C; são orientações para que a web seja perceptível (ver ou ouvir), operacional (digitação ou voz), compreensível (linguagem simples) e robusta (uso de diferentes tecnologias assistivas).
Também, o eMAG, órgão do governo eletrônico, instrui, além de seguir os padrões da web acessível pelo W3C, realizar avaliações de acessibilidade, ou seja: testar!
Conforme diz o órgão: “Após a construção do ambiente online de acordo com os padrões Web e as diretrizes de acessibilidade, é necessário testá-lo para garantir sua acessibilidade.”

Para iniciarmos o teste de acessibilidade em um domínio, é necessário o entendimento de que estamos quebrando barreiras. Tornar um site acessível é um processo evolutivo, ou seja, não existe um domínio perfeitamente acessível.
Essa evolução acontecerá na descoberta da cobertura da deficiência, no mapeamento dos requisitos, na prototipagem, durante o desenvolvimento, no decorrer do teste, até o momento da publicação.
É papel do analista de teste analisar cada etapa desse processo, verificando por exemplo, se alguns pontos estão contemplados no site, como:
Aqui vão algumas dicas:
Declare os idiomas no HTML para facilitar a comunicação do leitor de tela
Permita que as ferramentas de leitura para deficientes visuais interpretem as palavras conforme sonoridade do idioma de origem do conteúdo.

Descreva textualmente os campos obrigatórios
Como por exemplo: “todos os campos obrigatórios são marcados com um asterisco (*)”) para facilitar a comunicação do usuário com leitores de tela e preenchimento dos campos.
Descreva imagens
Para que as ferramentas para deficientes visuais possam narrar as imagens de forma detalhada.


Permita que o zoom chegue a 200% de redimensionamento sem quebras de layout
Deixe que o próprio usuário defina o tamanho do conteúdo para visualização, dado que, por exemplo, 60% da população brasileira possui astigmatismo, doença que dificulta a leitura.
Substitua links genéricos como “Clique aqui” para a real descrição do redirecionamento
Dado que durante a leitura de um site, o usuário estará ciente para onde será redirecionado e qual o intuito do redirecionamento.

Dê preferência para formulários verticais
Assim, todos os campos serão visualizados por completo ainda que o usuário opte por utilizar zoom.
Garanta que erros e avisos sejam intuitivos e exibidos em cor e texto
Para que o usuário seja informado de forma explícita como poderá corrigir o erro e para que todos possam compreendê-lo, independente da cor, como no caso dos daltônicos.

Utilize marcações H1, H2, H3 para estruturar o site
As marcações categorizam os elementos da página, fazendo com que a navegação com uso de ferramentas assistivas seja ordenada por prioridade.
Faça uso de dica de campos
As dicas de campo reforçam quais os dados que deverão ser preenchidos pelos usuários nos formulários.

Você também pode utilizar checklists como o do governo eletrônico eMAG e Acesso para todos, validar se todos os componentes da WAI-Aria constam no código de desenvolvimento e fazer uso de ferramentas e leitores de tela.
Ferramentas que ajudam a garantir acessibilidade na webSão exemplos de ferramentas desktop:
Os navegadores como Google Chrome e Firefox também oferecem navegação via teclado, ajuste de cores, texto alternativo e descrições longas.
Vimos o que é acessibilidade web e sua relação com teste de software. Podemos concluir que, enquanto testadores e como integrantes do desenvolvimento, somos responsáveis por garantir a qualidade de acessibilidade na internet, quebrar barreiras e consequentemente fornecer maior visibilidade e usabilidade do site, tornando-o uma referência online.

Aline Silva
Analista de Qualidade
Especialista em Engenharia de Qualidade, Aline compartilha sua experiência técnica em grandes projetos através dos conteúdos do Blog da Sofist.
Aspecto
Outsourcing
tradicional
Crowd-testing
One Day Testing
Contratação ágil, execução e entrega de resultados
Ruim
Médio
Ótimo
Preserva a confidencialidade dos seus dados e software
Ótimo
Ruim
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Teste as habilidades da equipe
Ótimo
Imprevisível
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Controle sobre a execução do teste
Ótimo
Ruim
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Comunicação entre o cliente e a equipe de teste
Ótimo
Ruim
Ótimo
Elasticidade para lidar com oscilações de demandas de testes
Ruim
Ótimo
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Custos de aquisição e manutenção
Ruim
Médio
Ótimo